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A nova vidaporque é inevitável (e necessário) que a nossa cabeça mude
December 04 sobre pedras e floresDemos as mãos, olhamos um para o outro e pulamos juntos. Porque não há o que temer quando estamos de mãos dadas com a pessoa que amamos... não há o que duvidar sobre o caminho. Era certo que haveria flores e pedras, nós dois sabíamos. E bem no comecinho fantasiamos sobre as flores e conversamos seriamente sobre as pedras. Assim quebramos algumas, que viraram areia, não machucaram. E seguimos assim. Algumas pedras são inquebráveis, por mais que tentemos. Há coisas pelas quais precisamos passar... entre elas, as privações de tempo são as que mais incomodam. Mas no final do dia, mesmo que bem tarde, sempre, sempre surge uma flor. A mesma flor que repousa em nossos sonhos e se transforma no reticente sorriso de bom-dia. Aquele que a gente não consegue esquecer durante todo o dia. Há pedras que viram areia sim, mas levam tempo! É preciso ser paciente. Às vezes é necessário revolver o passado para respirar fundo, e se dar a chance de enxergar melhor aquilo que queremos martelar. Porque as pedras obscurecidas jamais se desfazem... É tão gostoso cultivar as flores. As que nascem rápido em um sorriso, e aquelas que vão nascendo bem devagarinho nos nossos sonhos e planos. As que brotam no chão da casa, numa planilha de Excel, no nosso corpo, no meu ventre, nas cabecinhas pensantes de nós dois. E seremos fortes a ponto de um dia sermos capazes de esfarinhar as pedras com um olhar, e ver instantaneamente nascer dali pelo menos um pequeno amor-perfeito. November 13 ode(o) aos paulistanosCasas coladas, edifícios horizontais, falta de luminosidade, falta de espaço.
Carros, carros, caminhões, ônibus, carros, cegonhas, empilhados, congestionados, engarrafados, engavetados, emparelhados.
Rudez, rispidez, manezice, esperteza, espertinho! Vai, passa, chega lá três minutos menos tarde!
Isso, entra e não dá bom dia. Ok, não precisa agradecer mesmo, ninguém liga. E sei que custa muito me deixar passar, desculpe, tudo bem, cê tá cansado, né?
Tudo bem esperar 63 famílias/casais jantarem pra eu poder arrumar uma mesa... isso é normal, tudo ok, eu nem tenho mais o que fazer mesmo... exatamente como esses 63 que estão esperando também não têm, com certeza.
Isso aqui é igualzinho Itaipu. Lá a gente não faz nada porque não tem nada pra fazer mesmo (e ok, a gente reclama). E aqui a gente não faz nada porque a fila é grande demais, ou porque o trânsito não nos deixou chegar, ou porque os ingressos já esgotaram faz três semanas.
Alguém me responde em que lugar é possível ser feliz, senão dentro de nós mesmos?
"me diz, me diz, como ser feliz em outro lugar..." que não os teus braços.
September 25 Quase aniversárioSaudações!
Quase um ano sem nem abrir esse espaço. Senti saudades hoje...
Vamos ver se sai alguma coisa em breve. Espero que sim.
=)) October 22 A fraseA frase da semana (ou do ano... ou da vida...):
"impressionante como todas as outras pessoas perderam a graça..."
Eu vivo. "Vive comigo?"
Amo você. October 04 bitter homeEu não sou capaz de simplesmente seguir com a minha vida por aqui, sabendo que algo extraordinário pode ou não acontecer. Eu não agüento mais esperar...
É terrível voltar tudo como era antes. A mesma rotina de antes. Depois de sentir o gosto da vida ao lado dele, depois de passar pelo que já passamos... não há como estar aqui e estar feliz.
Os banhos são mais quentes, mas muito menos agradáveis. A cama é mais espaçosa, mas é fria, e o despertar é absolutamente sem graça (vontade mesmo de continuar dormindo, até que eu possa abrir os olhos e vê-lo ali...). Adoecer também é pior, falta aquele cafuné gostoso e aquela voz macia dizendo que tudo vai ficar bem.
Voltar pra faculdade também é desesperador. Banheiros imundos, quebrados, sem papel, sem sabão. Laboratórios mofados, sujos, com canos quebrados, com aspecto de holocausto. Mastro derrubado pela tempestade, ainda no chão, meses a fio. Biblioteca escura e suja, sem internet wireless. Lanchonete sem café expresso, sem cheirinho de limpeza. Campus sem carneiros fazendo barulhinhos engraçados. Nada de esqueleto de canguru ou de elefante. Coordenação sempre fechada. Lugar nenhum pra estacionar...
Há de ser compreensível a minha tristeza de hoje. Há de se entender porquê eu não quero fazer mais prova nenhuma, nem assistir a aula nenhuma por aqui. Há de ser compreensível porquê eu estou com tanta vontade de sair fora daqui, e porquê eu estou com tanto medo de ter que passar mais alguns anos da minha vida desse jeito...
...sem ele, sem cafuné toda noite, sem carneiros, sem esqueleto de elefante...
...pelamordedeus, corrijam logo a minha prova... August 21 elucubrei (a carta que não era)Acontece que eu não gostava da idéia, que eu nunca concordei, que eu sempre tive medo. Antes de eu ter certeza de que passaria a vida sozinha - eu e minha sombra (e eu seria muito feliz com a minha sombra) -, eu tinha outra certeza, eu sabia que não era aquilo que eu queria, que aquilo não servia pra mim, que eu não seria metade de ninguém (desde que eu aprendi a ser inteira, eu tenho estado muito feliz), que eu não dividiria o meu quarto com ninguém, e que, certamente, um pedaço de papel assinado não fazia diferença alguma pra vida de ninguém. E tem mais: qualquer coisa que precise de testemunhas não soa lá muito agradável aos ouvidos das pessoas, muito menos aos meus... Mas aí vem tal coisa: a gente descobre o amor. Mas um amor assim, muito diferente. Porque o conceito de amor muda um bocado depois de viver algo assim. Infelizmente escrevo isso tendo a certeza de que ninguém, além dele, vai me levar a sério. Mas preciso deixar claro aqui, nesse contexto, a minha descoberta linda de que não é preciso ser meia pessoa para poder amar. De que não é preciso abrir mão de absolutamente nada. Simplesmente a vida muda, coisas que antes eram importantes de repente deixam de ser, e isso jamais, na minha cabeça, é suficiente pra dizer que se abriu mão de alguma coisa. E tem mais: nada mais gostoso que amar em liberdade, que amar a sua própria liberdade e a do outro, apesar das preocupações que não são poderosas a ponto de atrofiar nossas asas. Só os pássaros livres são felizes, e só eles freqüentam a sua janela por vontade própria. Só quem se sente livre vai te telefonar com a maior alegria e dizer `amor, não se preocupa; vou me atrasar um pouco, mas estou bem`, sem que você tenha exigido nada (porque exigências são um saco, e também este é um motivo pra que eu diga que é tudo muito diferente). Enfim, acontece que eu não acreditava em nada disso, mas que as conversas acerca do assunto foram mudando a minha cabeça. Eu ouvi argumentos que desbancaram os meus. Ele me mostrou que a gente podia fazer diferente, mesmo tendo a mesma denominação dos medíocres. É que ele sabe, eu eu sempre morri de medo da mediocridade. Mas eu gosto de flores. E ele é a coisa mais linda que eu já vi. É, sim, eu me animei com a idéia. Me animei tanto que comecei a achar que talvez a implicância de outrora fosse um mecanismo de escape, uma válvula por onde eu escorria, através da qual eu me protegia das decepções que a vida porventura me trouxesse. Talvez o meu ceticismo estivesse ali, feito vidro de uma redoma, em volta de mim. Talvez eu quisesse ser diferente por medo de nunca conseguir ir além da mediocridade dos outros. Quer saber, eu me animei sim. E só depois que eu me animei é que resolveram me apresentar aos impecilhos. Só depois de me animar é que as dificuldades começaram a ficar claras como a água. Óbvias. Tão óbvias que eu fico puta por não tê-las enxergado antes. E isso me dá medo, sim. O que mais eu não estou enxergando? Que obstáculos invisíveis são esses? Eles mudam de lugar, de extensão, de altura, de cor, de coeur? E pior: estou achando que isso pega. Isso pega??? Meu amor, é só passar dois dias sem te ver. Peguei uma doença contagiosa. Viu só? Te amo. (vem me curar). July 26 vésperaTorçam por mim!!! Preciso estar entre os nove mais sabidinhos, entre uma centena de pessoas.
É o que eu mais quero, sim.
E se me falam que vai acontecer o que for melhor pra mim, então eu tenho que entrar nesse bonde. Porque eu sei o que é melhor pra mim, ou não estaria acenando para ele, e rezando por um assento livre, etiquetado com o meu nomezinho.
Beijos em todos. Cruzem os dedos.
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