| Fernanda 的个人资料A nova vida照片日志列表 | 帮助 |
|
8月21日 elucubrei (a carta que não era)Acontece que eu não gostava da idéia, que eu nunca concordei, que eu sempre tive medo. Antes de eu ter certeza de que passaria a vida sozinha - eu e minha sombra (e eu seria muito feliz com a minha sombra) -, eu tinha outra certeza, eu sabia que não era aquilo que eu queria, que aquilo não servia pra mim, que eu não seria metade de ninguém (desde que eu aprendi a ser inteira, eu tenho estado muito feliz), que eu não dividiria o meu quarto com ninguém, e que, certamente, um pedaço de papel assinado não fazia diferença alguma pra vida de ninguém. E tem mais: qualquer coisa que precise de testemunhas não soa lá muito agradável aos ouvidos das pessoas, muito menos aos meus... Mas aí vem tal coisa: a gente descobre o amor. Mas um amor assim, muito diferente. Porque o conceito de amor muda um bocado depois de viver algo assim. Infelizmente escrevo isso tendo a certeza de que ninguém, além dele, vai me levar a sério. Mas preciso deixar claro aqui, nesse contexto, a minha descoberta linda de que não é preciso ser meia pessoa para poder amar. De que não é preciso abrir mão de absolutamente nada. Simplesmente a vida muda, coisas que antes eram importantes de repente deixam de ser, e isso jamais, na minha cabeça, é suficiente pra dizer que se abriu mão de alguma coisa. E tem mais: nada mais gostoso que amar em liberdade, que amar a sua própria liberdade e a do outro, apesar das preocupações que não são poderosas a ponto de atrofiar nossas asas. Só os pássaros livres são felizes, e só eles freqüentam a sua janela por vontade própria. Só quem se sente livre vai te telefonar com a maior alegria e dizer `amor, não se preocupa; vou me atrasar um pouco, mas estou bem`, sem que você tenha exigido nada (porque exigências são um saco, e também este é um motivo pra que eu diga que é tudo muito diferente). Enfim, acontece que eu não acreditava em nada disso, mas que as conversas acerca do assunto foram mudando a minha cabeça. Eu ouvi argumentos que desbancaram os meus. Ele me mostrou que a gente podia fazer diferente, mesmo tendo a mesma denominação dos medíocres. É que ele sabe, eu eu sempre morri de medo da mediocridade. Mas eu gosto de flores. E ele é a coisa mais linda que eu já vi. É, sim, eu me animei com a idéia. Me animei tanto que comecei a achar que talvez a implicância de outrora fosse um mecanismo de escape, uma válvula por onde eu escorria, através da qual eu me protegia das decepções que a vida porventura me trouxesse. Talvez o meu ceticismo estivesse ali, feito vidro de uma redoma, em volta de mim. Talvez eu quisesse ser diferente por medo de nunca conseguir ir além da mediocridade dos outros. Quer saber, eu me animei sim. E só depois que eu me animei é que resolveram me apresentar aos impecilhos. Só depois de me animar é que as dificuldades começaram a ficar claras como a água. Óbvias. Tão óbvias que eu fico puta por não tê-las enxergado antes. E isso me dá medo, sim. O que mais eu não estou enxergando? Que obstáculos invisíveis são esses? Eles mudam de lugar, de extensão, de altura, de cor, de coeur? E pior: estou achando que isso pega. Isso pega??? Meu amor, é só passar dois dias sem te ver. Peguei uma doença contagiosa. Viu só? Te amo. (vem me curar). 评论 (3)
引用通告此日志的引用通告 URL 是: http://ventoemusica.spaces.live.com/blog/cns!DD5758E5556EE047!418.trak 引用此项的网络日志
|
|
|